quarta-feira, 19 de maio de 2010

Egressos e aluna da Unisul participam de livro

Daiana Carvalho - 1º semestre



O livro “Urussanga, Traços da História” será lançado na noite desta quinta-feira, dia 20, a partir das 20 horas, nas dependências da Pousada da Vinícola Mazon, localizada no bairro São Pedro, em Urussanga.

A obra é uma coletânea de uma série de reportagens publicadas quinzenalmente no Jornal Vanguarda, desde o início de 2009. Ela retrata os traços arquitetônicos e culturais das 25 casas tombadas do município e dos moradores.

O trabalho é o resultado de mais de dois anos de pesquisa realizada pelos ex-alunos do curso de Jornalismo da Unisul Vanessa Matiola, Cesar Pereira e Jéssica Pereira, e pela ainda acadêmica Samira Pereira, os quais contaram com a colaboração da arquiteta Luciana Maccari Cadorin, que auxiliou na identificação do sistema construtivo, das características e do estilo, entre outros detalhes.

O livro tem 72 páginas e reúne fotos e curiosidades sobre as edificações que compõem o maior conjunto arquitetônico identificado com a colonização italiana em Santa Catarina.

Segundo informações fornecidas pela editoração, os livros serão disponibilizados para a venda a partir da próxima sexta-feira, dia 21, junto à sede do jornal, localizada na Praça Anita Garibaldi, Centro de Urussanga. Em breve, outros pontos de venda já estarão sendo definidos. Interessados podem buscar informações pelo fone (48) 3465.3078.

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Ildo Silva e a dinâmica vida de um jornalista

Lilian Demo - 1º semestre

Nascido e criado na região metropolitana de Porto Alegre e filho de um funcionário público, Ildo Silva da Silva chegou a fazer dois cursos técnicos na escola agrícola onde o pai trabalhava. O Jornalismo, porém, era o objetivo do jovem, que se formou na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul.

A carreira construída ao longo dos anos é cheia de histórias e curiosidades, como ele mesmo costuma falar: “No Jornalismo, cada dia é um dia novo e diferente. Então, é normal que se viva pelo menos uma nova história a cada dia”.

No ano de 1988, o jornalista, ainda recém formado, trabalhava como editor assistente do telejornal Brasília Sete e Trinta, da TV Manchete. Assumiu a responsabilidade de coordenar os trabalhos da equipe que fez a cobertura da promulgação da nova constituição brasileira, depois que o editor-chefe teve que ser submetido a uma cirurgia de emergência. “Conhecia todos os repórteres, toda a equipe e talvez por isso não tenha entrado em pânico naquele momento, mas confesso que foi realmente muito assustador”.



Em 1989, na época da eleição presidencial, Silva ainda fazia parte da equipe de edição do Brasília Sete e Trinta e conversava com os candidatos no café da manhã logo após o programa. “Uma vez me chamou a atenção a ingenuidade do Lula em um dos discursos. Ele disse que se todos os barbudos entrassem para o PT, ele já teria um grande partido. Eu achei lamentável. Foi ingenuidade e fez bem para ele ter perdido as eleições. Caso contrário, ele não teria se preparado e o Brasil não estaria preparado para ele”.

Em outra ocasião, desta vez já mais experiente e ocupando o cargo de chefe de reportagem, foi encarregado de coordenar os trabalhos na cobertura da posse do primeiro presidente eleito no Brasil após a Ditadura, Fernando Collor. “Lembro que eu chamei a repórter Tânia Viegas e mandei para a frente da Casa da Dinda, que é a residência da família do Collor. Ela ficou injuriada comigo, porque era praticamente uma hora de viagem da redação até a casa. Convenci essa repórter que era o melhor lugar, ainda que nem eu mesmo acreditasse nisso”. A ousadia, segundo ele, valeu a pena, pois a TV Manchete foi a única emissora a transmitir ao vivo o primeiro pronunciado de Collor como presidente do País.

Um dos maiores desafios da vida profissional talvez tenha sido quando, em 1998, a direção da TV Brasília o chamou, uma semana antes da eleição, questionando se era possível fazerem 24 horas de programação ao vivo. Nesta ocasião, a emissora se dispôs a financiar a busca por novos profissionais e equipamentos, para tornar possível essa empreitada. “Eu ganhei carta branca para fazer tudo que precisasse em uma semana para que no domingo seguinte fizéssemos a cobertura da eleição ao vivo 24 horas. Foi trabalhoso e principalmente foi muito dinheiro envolvido, mas conseguimos. Ficamos das 7 da manhã à 1 da manhã do dia seguinte ao vivo. Meus colegas da Rede Globo saíam do trabalho e iam para a nossa redação ver como estávamos conseguindo fazer tudo aquilo”.

O jornal impresso também teve momentos memoráveis. A fuga do Presídio Central de Porto Alegre, ocorrida em 1980, foi um destes. Na época, cerca de meia dúzia dos mais perigosos e poderosos presidiários fugiram, levando reféns. Eram, na maioria, assaltantes de bancos condenados a cerca de 180 anos de cadeia cada um. Depois de um dia inteiro de negociações, os criminosos deixaram a prisão, dando início a uma perseguição pelas ruas da cidade. “Foram momentos de muita tensão, união entre a imprensa e muita preocupação. Também o medo de eles pegarem mais algum refém. Foi uma coisa horrível”.

Histórias e desafios não faltaram na vida e na carreira de Silva, que atualmente é diretor geral da Unisul TV, do projeto de instalação da Rádio Universitária Unisul FM e professor da universidade.

Atualizado às 22h09min do dia 19/05.

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terça-feira, 18 de maio de 2010

CRIE disponibiliza vaga de estágio

Daiana Carvalho - 1º semestre

O Centro Regional de Inovação e Empreendedorismo (CRIE) disponibiliza uma vaga de estágio remunerada e direcionada a estudantes dos cursos de Comunicação Social, tanto do Jornalismo como da Publicidade e Propaganda.

Os critérios para a seleção exigem que o candidato domine as ferramentas de edição gráfica (CorelDraw e PhotoShop) e tenha uma noção de texto jornalístico, de modo que possa desenvolver matérias e artes para a entidade e inclusive para empresas vinculadas à mesma.

As inscrições podem ser realizadas somente por alunos da Unisul através do envio de currículos dos interessados para o e-mail mariana.alves2@unisul.br. Os cadastros serão avaliados e selecionados para entrevista e posterior análise e escolha do ocupante da vaga.

Embora as inscrições não tenham prazo de encerramento, a auxiliar administrativa Mariana Alves acrescenta que, na medida em que os currículos forem encaminhados, a seleção terá início e o quanto antes possível será realizada a escolha. Em caso de dúvidas, basta acessar o site da instituição.

O CRIE é uma incubadora. Fornece às empresas nascentes - por baixo custo - espaço e serviços básicos, além de um conjunto de orientações técnicas e gerenciais, promovendo ainda a sinergia entre empresas incubadas e instituições de ensino e pesquisa, empresas, órgãos governamentais, associações de classe, agentes e mercado consumidor. Viabiliza a inserção de jovens profissionais nas futuras áreas de atuação, disponibilizando estágios curriculares a acadêmicos.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Rafael Matos: Jornalismo em todas as versões

Lilian Demo - 1º semestre


Rafael Matos passou por todas as principais áreas de atuação no Jornalismo. Fez parte de assessorias de imprensa, rádio, jornal impresso, portais online e telejornalismo. Trabalhou em grandes empresas do ramo, mas, com a vontade de expandir os conhecimentos na Língua Inglesa, decidiu mudar-se para o Canadá, onde permaneceu por cerca de um ano e meio estudando e trabalhando em um jornal da região. Ainda no exterior, deixou de lado os editoriais de esporte, que durante muito tempo foram o foco da carreira.

A volta a Tubarão e as novas oportunidades que surgiram fizeram com que Matos mudasse completamente o rumo da vida profissional. O jornalista formado em 1996, na primeira turma do curso de Comunicação Social - Jornalismo da Unisul campus de Tubarão, agora é professor do curso em que se formou, diretor de Jornalismo da Unisul TV e blogueiro independente.

Você trabalhou na RBS TV há alguns anos. Como está sendo essa volta para a televisão?

Eu já trabalhava em jornais em Criciúma e Araranguá desde 1990. Então, tive a oportunidade de trabalhar na RBS. Comecei lá uns três meses antes da formatura, em 1996. No ano de 2000, eu saí para trabalhar em rádio e depois voltei para o jornal, em um projeto de um terceiro jornal diário em Criciúma. Depois disso é que me mudei para o Canadá, fiquei lá um ano e meio. Queria estudar Inglês e morar no exterior.

Você chegou a trabalhar na área de comunicação no Canadá?

Sim. Trabalhei em um jornal de Língua Portuguesa lá chamado “Negócios”, que era voltado para comerciantes portugueses da região de Toronto, que é onde eu morava. Em 2003, voltei ao Brasil para morar em Tubarão e trabalhar exclusivamente na Unisul. Fui coordenador de Jornalismo da AGCOM, fui para o antigo SIC (Sistema Integrado de Comunicação, atual Comunicação & Marketing – C&M) e hoje eu estou na televisão. Para mim, ter voltado para a televisão foi natural. Eu nunca escolhi mídia ou disse: “Ah, eu só queria trabalhar se for nessa mídia”. Para mim, tudo é Jornalismo.

Como é o seu trabalho como diretor de Jornalismo da Unisul TV?

O trabalho é tentar primeiro manter uma linha de trabalho responsável. Desde a inauguração, o reitor sempre disse: “A TV não é da Unisul, a TV é da comunidade”. Manter essa linha editorial e tentar aprimorar dentro do possível alguns programas que de são de minha responsabilidade. Hoje, eu acabo fazendo também a parte de comentários políticos dentro da programação.

Você tem um blog bastante conhecido. Como surgiu a ideia de criá-lo?

Quando surgiram os blogs, resolvi criar um para escrever coisas normais. Depois, eu comecei a usá-lo para publicar trabalhos dos alunos e ter um lugar para centralizar o que eles produziam nas aulas de rádio e de telejornalismo. No ano passado, comecei a puxar o blog também para o meu lado profissional. Como jornalista, levando informações da política da cidade e da região, mas sem perder também foco nas aulas, através das opções do menu, onde existem links para trabalhos dos alunos, além do serviço que eu realizei no UnisulHoje, no antigo SIC e para a TV, que é onde eu trabalho hoje. Mantendo o lado profissional e nas aulas.

Você direcionou a sua carreira um pouco para o lado político, pelo que se pode perceber pelo blog. Como surgiu esse interesse pela política?

Sempre trabalhei com esporte ou editoria geral. Na RBS, comecei com geral e depois fui para o esporte e fiquei uns seis ou sete anos. Na Unisul TV, surgiu uma oportunidade de mediar os debates políticos e daí as coisas foram acontecendo.

Na sua opinião, essa questão da notícia através de blogs e sites na Internet deixa o jornalista mais com a contextualização da noticia?

Com certeza. Porque o fato em si qualquer um pode noticiar, divulgar. Há um ano ou dois, eu publiquei um artigo em um portal de Criciúma sobre isso. Hoje em dia, não tem mais tornado do que antigamente. Existe mais celular para as pessoas registrarem. Deu um temporal ali, qualquer um vai registrar com um celular e colocar na Internet. E
achamos que tem mais temporal, mas não: sempre teve temporal. Só que há seis ou sete anos não tinha tanto celular com câmera, não tinha Twitter. Ontem à noite (a entrevista foi realizada no final de abril), por exemplo, um deputado estadual catarinense foi assaltado em uma rua de São José. Na hora, ele avisou pelo Twitter. Coincidiu que eu estava na Internet em casa e na hora eu fiquei sabendo. Não é que tem mais assalto. O que acontece hoje em dia é que as pessoas contam mais. Ele foi assaltado e contou.

A questão da violência. É grande o número de jornalistas presos ou mortos por milícias. O que você pensa sobre isso?

O que difere o jornalista de uma pessoa comum é a capacidade de contextualizar que a maioria talvez não tenha. Temos que ter a consciência de que não é uma cobertura normal. É uma situação quase de guerra civil e o jornalista tem que se proteger, usar um colete à prova de balas para subir o morro. Tem que cuidar de si próprio. Um caso que eu me lembro é o do José Hamilton Ribeiro. Ele é jornalista, trabalha para o Globo Rural e perdeu uma perna cobrindo a Guerra no Vietnã. Tem uma frase que ele sempre fala e agora, se eu não me engano, o genro dele foi cobrir a guerra do golfo e a mensagem que ele deu para o genro dele foi a seguinte: “Jornalista bom volta vivo. Não adianta ir para guerra morrer, virar herói e não voltar para contar a história. Jornalista bom volta para contar a história”. É muito importante a segurança. Não tem sentido entrar no morro, se sujeitar a situações de risco e não voltar para contar a história.

Foto: Tubacity.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Curso realiza Conselho de Professores

Os alunos do curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão tiraram dois dias de folga no começo desta semana. A parada foi em função do Conselho de Professores, atividade cujo objetivo é avaliar o processo de ensino-aprendizagem. Outro assunto discutido pelos docentes foi o andamento Projeto Integrado, que tem como tema a violência.



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terça-feira, 4 de maio de 2010

O trabalho da AGCOM

Matéria de Fabíola Oliveira sobre o trabalho da AGCOM para a Unisul TV.

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Projeto Viral por R$ 1,00

Daiana Carvalho - 1º semestre

O projeto “Viral por R$ 1,00” foi proposto e orientado pelo professor Diego Piovesan Medeiros aos alunos do 5º semestre do curso de Publicidade e Propaganda da Unisul do campus de Tubarão, na disciplina de Criação Publicitária em Mídias Digitais.

Os trabalhos foram realizados em forma de vídeos tendo como tempo estabelecido um minuto e o tema R$ 1,00. As atividades foram desenvolvidas com muito empenho pela maioria dos alunos, segundo o professor, apesar de ter um tema único para todos os grupos envolvidos e o tempo restrito a 60 segundos, a fim de padronizar os vídeos e atingir o resultado esperado.

Segundo Medeiros, o projeto tinha como objetivo fazer com que os alunos estimulassem a criatividade e principalmente elaborassem o trabalho com as ferramentas da web disponíveis e técnicas de produção de vídeos já trabalhadas e contextualizadas em sala de aula.

Dentre as várias ferramentas da web que se tem, a escolhida foi a produção e divulgação de vídeos na mídia virtual através de redes sociais, difundindo a ideia do projeto, a fim de desenvolver a capacidade de transformar vídeos em instrumentos de propaganda.

De acordo com registros obtidos através dos sites Orkut, YouTube, Twitter, blogs pessoais e o da própria disciplina, onde os vídeos foram publicados, o número de acessos teve uma variação de 80 a 2600 visualizações.

Os acadêmicos enfatizaram a questão do desmatamento, poluição, lazer, a necessidade da circulação da moeda no mercado e até mesmo o valor de alguns centavos que podem fazer a diferença nas mais adversas situações.

O educador afirma que gostou muito dos trabalhos desenvolvidos e acredita ter conseguido mostrar que, por mais simples que seja a publicidade em forma de vídeos virais que se difundem via web de modo fácil e a custo muito baixo, não deixa de ser uma alternativa rápida e que gera um retorno imediato se utilizado de maneira criativa e de forma que mostre ao público-alvo que ele vai ter alguma vantagem ou algo a ganhar através daquilo que está sendo divulgado.

O professor aproveitou também para comentar que os alunos, de um modo geral, também gostaram muito do projeto e que logo estarão com mais novidades e trabalhos realizados.

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