quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ex-alunas falam sobre TCCs

Daiana Carvalho - 3º Semestre



Acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, na última sexta-feira, 1º de abril, participaram de uma aula diferente, com integração e troca de conhecimento. Ex-alunas do Curso de Comunicação Social compartilharam com acadêmicos da 7ª fase as experiências vividas ao desenvolver as monografias de conclusão de curso.

Segundo o professor e orientador de monografias, Mario Bressan Júnior, o projeto já era realizado em anos anteriores. “É uma ideia antiga, praticada antes do novo currículo do curso ser implantado, como os acadêmicos da 7ª fase compõem a primeira turma da nova grade, que prevê a realização da monografia em dois semestres, achei interessante promover a troca de experiências entre ex-alunos e concluintes”.



Duas jornalistas e duas publicitárias, formadas pela Unisul no último semestre de 2010, apresentaram suas monografias, explicando o tema, objetivo, referências teóricas, análise e conclusão dos trabalhos desenvolvidos por elas.

Bressan ressaltou que a noite foi produtiva. “A reação dos alunos foi positiva, as palestrantes enfatizaram a importância de adquirir conhecimento na determinada área em que se aplica a pesquisa. Ao terminar a apresentação alguns deles até buscaram conversar com as ex-alunas, para pedir conselhos”, explica o educador.

Recém graduadas as ex-acadêmicas de PP, Camila Alves e Danielle Zabotti, e de JNL Emanuelle Querino e Loraine Amorim, procuraram apontar caminhos, mostrar que a monografia não é algo tão ruim e assustador como se tem em mente.

Segundo as recém-formadas, durante o desenvolvimento das pesquisas, as dificuldades foram as mais diversas, como encontrar um tema, restringir e familiarizar-se com ele, relacioná-lo com a teoria, tempo para desenvolvimento etc. “Se eu tivesse tido está oportunidade teria tido muito mais segurança”, justifica a publicitária Danielle.

Para a acadêmica de Jornalismo Lysiê Santos a iniciativa foi muito válida. “Esclareceu dúvidas, vamos passar pela mesma experiência. Eu, por exemplo, quando vi a apresentação da Emanuelle, percebi que o caso dela é parecido com o meu, porque ela, como eu, também não teve apoio na escolha do tema. Isso me ajudou a entender que não devo ligar para a opinião da maioria e sim me preocupar em fazer um bom trabalho”, explica ela.

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Jornalistas lutam pela aprovação da PEC 386/09

Daiana Carvalho - 3º semestre



Mais um Dia do Jornalista e a incerteza continua. Já decorreram três meses de 2011 e a votação da PEC, Proposta de Emenda Constitucional, número 386/09 que prevê a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, ainda não tem data prevista.

A Câmara dos Deputados deixou para este ano a votação final sobre a exigência do diploma para a prática jornalística, prevista em lei e derrubada pelo Supremo Tribunal Federal em 2009.

No final do mês de março, representantes da Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas e de diversos Sindicatos de Jornalistas do Brasil cumpriram uma agenda de contatos políticos com parlamentares e entidades, para agilizar a tramitação das PECs na Câmara e no Senado.

O deputado e autor da proposta Paulo Pimenta, informou que basta uma decisão política do presidente da Câmara, deputado Marco Maia, e dos líderes dos partidos para que a PEC 386/09 seja incluída na pauta de votação. Pimenta lembrou que a proposta já cumpriu a tramitação necessária nas comissões e foi aprovada em todas.

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder, afirmou que o STF “atacou não só os jornalistas, mas o Jornalismo como um todo". Para ele, o legislativo brasileiro, ao tomar para si o debate sobre a necessidade de formação superior em Jornalismo, revelou agilidade. "Esse debate é próprio do parlamento, mas foi decidido pelo Judiciário", disse. Schröder acrescentou ainda que o trabalho de mobilização pela aprovação da PEC dos jornalistas recomeçou.

Dirigentes da Fenaj, em reunião com o presidente da Câmara solicitaram a inclusão da Proposta de Emenda à Constituição 386/09 na pauta do Plenário. Maia pediu aos jornalistas que articulem com os líderes a inclusão da proposta e afirmou que pretende marcar um período para votação de Propostas de Emenda à Constituição.

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Dia do Jornalista: acadêmicos opinam sobre a profissão

Daiana Carvalho - 3º semestre



Acadêmicos da 3ª fase de Comunicação Social - Jornalismo - falam sobre a escolha da profissão, expectativas e medos, no Dia do Jornalista.

“Jornalismo é o brilho nos olhos, um olhar diferente”, declara a estudante Aline Nandi, ao falar da emoção que sente ao trabalhar com a comunicação. “Para nós que trabalhamos com rádio, jornal impresso, há a curiosidade em apurar o fato e ao mesmo tempo o retorno imediato, positivo ou negativo, que te desperta a sensibilidade e proporciona a oportunidade de adquirir conhecimento e aprender a trabalhar com as mais adversas situações”, explica ela.

Para o aluno Edivelton da Rosa, o desejo maior é se encontrar na profissão e atuar em outras áreas paralelamente. Edi, como é conhecido pelos colegas, confessa ter certa preocupação em relação às escolhas que terá que fazer. “Tenho dificuldade para identificar qual a linha seguir, TV, rádio, impresso e em um determinado momento em que eu precisar mudar, ficarei na incerteza se vou ou não conseguir me encaixar no mercado”.

Segunda a acadêmica Jessica Rosso, a escolha pela área da comunicação partiu do incentivo de amigos e familiares que gostam do modo como ela se expressa. “Gosto de trabalhar com a voz e a expressão corporal, ao prestar a atenção no jornalismo me identifiquei com o fato de transmitir informações”.

De acordo com a estudante Karinni Speck, o jornalismo entrou em sua vida pelo gosto pela escrita e a leitura. Para ela o grande desafio do jornalista está na relação com o público. “Conseguir se expressar, transmitir uma ideia, ser compreendida e aceita”.

Apesar das incertezas com relação ao mercado de trabalho e ao futuro da profissão, os acadêmicos desejam alcançar a realização profissional. “Quero ser um jornalista realizado, desempenhar um bom trabalho, com seriedade e competência, exercendo o oficio com ética”, declara o aluno Murilo Medeiros da Silva.

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De Ajuricaba para o mundo

Lilian Demo - 3º semestre



“Cada um tem uma parcela de responsabilidade social, eu quero fazer a diferença e vejo essa possibilidade através do jornalismo”. É desta forma que a estudante do 3º semestre do curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão, Daiana Denise Carvalho, explica a escolha pelo Jornalismo.

Recepcionista, empregada doméstica, instrutora de informática, técnica em radiologia, estagiária da Unisul, essas são algumas das profissões que Daiana, vinte e dois anos, natural de Ajuricaba, interior do Rio Grande do Sul, já exerceu ou ainda exerce. Ela morou em uma propriedade agrícola até os 11 anos, e só quando a família se mudou para o centro da cidade é que ela teve acesso a energia elétrica em casa.

Ciente de que ela mesma teria de correr atrás das oportunidades para conquistar um futuro melhor para si e para a família, aos 13 anos se formou no ensino fundamental e conseguiu emprego como doméstica na casa de um casal de idosos. “Desde criança tive uma vida muito humilde e em função disso tinha a percepção de que se eu quisesse mudar de vida teria que arregaçar as mangas e batalhar, então ao me formar no ensino fundamental, saí de casa e fui trabalhar durante o dia para conseguir fazer o ensino médio na parte da noite”.

Graças ao excelente desempenho no curso de informática, que fazia nos finais de semana, ela foi chamada para trabalhar na própria instituição de ensino. “Eu fui instrutora de aulas de informática nos módulos Máster, Web e Gráfico e também do curso de Secretariado, além de cuidar da parte administrativa e atendimento ao público”.

Foi nesta mesma época que ela concluiu o ensino médio, foi morar sozinha e começou a fazer o curso técnico de radiologia. “Eu gosto de trabalhar com pessoas e estar sempre ajudando, e a área da saúde é um campo fascinante nesse sentido porque você se depara com situações extremas, em que a vida de um ser humano depende de sua competência para continuar vivo.”

Mudar não é problema para Daiana, assim que terminou o curso de Radiologia ela se transferiu para Criciúma. “Sempre tive a pretensão de sair da minha região porque lá tem muitas opções para estudar, entretanto o mercado é saturado. Optei por Criciúma para fazer o estágio, porque o hospital São José é conveniado com a escola onde eu me formei e vi que aqui eu tinha a oportunidade para novas experiências e possibilidade de crescer na profissão”.

Ela conseguiu um emprego como recepcionista. “Em menos de quinze dias em Santa Catarina, fui indicada para trabalhar em uma clinica particular, inicialmente como recepcionista e depois no setor técnico. Eles me pagaram uma especialização em Medicina Nuclear, área na qual atuo há dois anos”. Morando em Criciúma, a acadêmica trabalha na parte da manhã como técnica e enfrenta duas horas de ônibus todos os dias, para desempenhar as atividades como estagiária da Agência Experimental de Comunicação do curso de Comunicação Social e cursar a faculdade de Jornalismo, no campus de Tubarão.

Ela diz que se sente realizada, apesar da saudade das pessoas que ama, que só visita durante as festas de final de ano. ”Sinto falta dos amigos que deixei para trás, meus pais, meu irmão, pessoas com as quais sempre pude contar e me deram apoio para continuar. E aqui em Criciúma, por mais que eu já tenha feito amizades, em alguns momentos sinto falta do ambiente familiar, poder chegar em casa, jantar, bater papo em família”.

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ADJORI realiza jornada de Jornalismo na Unisul

Lilian Demo - 2º semestre



A Associação dos Jornais do Interior, em parceira com o curso de Jornalismo da Unisul, realizou nos dias 19 e 20 a 1ª Jornada Adjori de Jornalismo, no auditório do Cettal, campus universitário de Tubarão. Cerca de 17 pessoas, entre representantes de jornais da região, alunos e ex-alunos participaram do evento.

A 1ª Jornada iniciou com a apresentação do professor Ronaldo Sant’Anna, que falou sobre pesquisa jornalística, produção de pautas regionais e como regionalizar matérias nacionais.

Na manhã de sábado o professor Khaled Salama abordou a internet e como lidar com ela, a diferença entre site e portal, redes sociais e a democratização da informação. Em seguida, a professora Darlete Cardoso, relembrou alguns princípios da redação jornalística e o perfil do profissional.

À tarde, o professor Ildo Silva da Silva debateu questões éticas do jornalismo e assuntos que podem gerar pautas e que muitas vezes não são aproveitados. O professor João Lucas Cardoso encerrou a 1ª Jornada Adjori de Jornalismo, falando sobre diagramação,e depois atendeu individualmente os representantes de cada jornal, tirando dúvidas sobre o assunto.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adriane da Silva: persistência como mãe e voluntária

Daiana Carvalho - 2º semestre



"Se tem uma coisa que eu faço todos os dias é agradecer por todas as coisas boas e também pelas derrotas, pelos fracassos, porque esses fazem a gente amadurecer e se tornar humano, ver o mundo de outro jeito”, diz Adriane Lemes da Silva, acadêmica do 2º semestre de Jornalismo. Assim, ela encontrou forças para superar os obstáculos que já enfrentou.

Gaúcha de Lagoa Vermelha, Adriane vive em Santa Catarina desde 2003, na cidade de Braço do Norte. Aos 16 anos, viveu a experiência da maternidade e, segundo ela, o fato de repentinamente se ver sozinha e ter que ser pai e mãe ao mesmo tempo lhe ensinou a ser uma pessoa mais madura. “Vi muitos sonhos se perderem, renunciei a muitas coisas, mas foram todos esses obstáculos que me ensinaram a ter responsabilidade e a perceber que o meu filho se tornou tudo para mim, e hoje em dia eu não penso mais só em mim e sim primeiro nele”.

Segundo a futura jornalista, a escolha por morar em Santa Catarina foi devido ao fato de sua mãe precisar de cuidados especiais, como boa parte de sua família reside no estado, isso facilitaria o atendimento. Adriane já cursava Jornalismo no Rio Grande do Sul, mas teve que parar o curso. Só após sete anos voltou a estudar.

Com 25 anos, dedicada e com uma personalidade forte, Adriane se considera um pessoa humilde, é bombeira voluntária no Corpo de Bombeiro de Braço do Norte, onde cumpre uma carga horária de 36 horas semanais, e durante o horário comercial atua como caixa de um posto de combustível.

Para a estudante, apesar da rotina ser muito cansativa e agitada, o que dá força para ela perseverar é a vontade de dar uma vida, um futuro diferente para o filho. “Depois que você tem um filho, a sua vida já não é mais a sua vida, você vai ter que pensar em duas vidas, no que você vai dar para ele”.

Adriane relata que gosta de trabalhar com pessoas, pensou até em cursar Psicologia, porém optou por Jornalismo devido ao sonho que ela tem de escrever um livro falando de sua experiência de vida. “Sou nova ainda, mas já vivi muitas coisas, como gosto de escrever vejo, através do jornalismo, do livro, a oportunidade de contar, mostrar todas as coisas que vivi. O jornalista tem o papel fundamental de apurar as notícias e informar, quero fazer o meu papel, não quero ser a melhor”, complementa ela.

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Projeto integrado promove a conscientização do aluno

Daiana Carvalho e Lilian Demo - 2º semestre



Com o tema “exclusão”, o Projeto Integrado do 2º semestre de 2010, realizado na última sexta-feira, apresentou os trabalhos realizados pelas turmas de Jornalismo (JNL) e Publicidade e Propaganda (PP) do curso de Comunicação Social da Unisul, do campus universitário de Tubarão.

Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos demonstraram bastante criatividade e ao mesmo tempo causaram impacto, ao retratar de modo semelhante fatos verídicos da sociedade. Durante a exposição foram exibidos curtas-metragens, fotos, cartazes, interpretações de diversas situações, além da decoração diferenciada do corredor e das salas do bloco H.

Para o estudante do 2º semestre de PP, Oscar Fernandes Vellozo Neto, o projeto permite ao acadêmico uma visão diferenciada do contexto social. “É um assunto o que está aí e a gente não vê, e quando é questionado é que a gente percebe que ele está aí, por todos os lados”.

Segundo a coordenadora do curso de Comunicação Social, Darlete Cardoso, o evento, além de promover a interdisciplinaridade, auxilia na compreensão dos conteúdos abordados em sala de aula. “Trabalha com um tema e foco específico, uma disciplina com relação à outra, em nível de turma, fazendo com que o aprendizado teórico e prático andem juntos”, explica a professora.

“Falar é fácil. Ver e retratar muda o seu modo de pensar”, declara a acadêmica da 6ª fase de JNL, Laís Clemes, ao falar da programação, que neste semestre abordou aspectos relevantes como a importância do voto consciente, bullying, homossexualismo, exclusão midiática, mercado de trabalho, profissões marginalizadas, moradores de ruas, etc.

De acordo com o ponto de vista do professor, Khaled Salama, a criatividade com que os acadêmicos expõem o tema é muito interessante, promove a reflexão. “Nós vivemos em uma sociedade de aparências. Eu estava assistindo os vídeos do quarto semestre e uma faxineira falava que se achava uma profissional de muito sucesso, que sustentou a família. Nos padrões da sociedade ela não tem um carro bonito, uma casa com móveis de última geração, no entanto ela se sente feliz. A importância é justamente essa, mostrar para as pessoas que visitam o evento, a realidade que nós vivemos e fazer com que lá fora elas possam ser portadoras dessa noção que vivemos esse problema”.

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