Daiana Carvalho - 3º Semestre
Os primeiros dias do mês abril de 2011 estão sendo de intensa movimentação em favor da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Um exemplo dessa iniciativa foi o Rio Grande do Sul.
Na quarta-feira, dia 6, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do estado, José Maria Rodrigues Nunes e o diretor Arfio Mazzei visitaram redações em Porto Alegre, para conversar com a categoria e distribuir a edição 107 do jornal Versão dos Jornalistas.
No Dia do Jornalista, 7 de abril, representantes do Sindicato e profissionais da área ministraram aulas para estudantes de Jornalismo, sobre os diversos setores de atuação da profissão, como assessoria, jornalismo sindical e em veículos de menor porte.
A Delegacia Regional do Vale do Sinos realizou na sexta-feira, dia 8, um Bate-papo Jornalístico com presença dos jornalistas Débora Oliveira, Vera Daisy e Antônio Barcellos, que debateram a cobertura esportiva realizada por jornalistas mulheres.
Mais uma iniciativa colocada em prática no dia 8 pelo Sindicato foi à oficina 'Conselho Municipal e Estadual de Comunicação' durante o I Fórum da Igualdade, realizado na última segunda-feira, na Assembléia Legislativa, em Porto Alegre.
Os três representantes do RS no Senado Federal declaram-se favoráveis ao diploma: Paulo Paim, do PT, Pedro Simon, do PMDB, e a jornalista Ana Amélia Lemos, do PP.
"O fim da exigência do diploma deixou a sociedade mais vulnerável, menos crítica, cada vez mais manipulada pelos grandes grupos de comunicação do país. Além disso, a decisão do STF representa também um retrocesso na área da pesquisa científica no campo da comunicação, prejudicando a área acadêmica do Jornalismo", disse o deputado Paulo Pimenta, do PT, autor da PEC 386/09 e jornalista formado.
Henrique Fontana, também deputado do PT, declarou que os últimos oito anos foram marcados por grandes conquistas no nosso país. “Avançamos no fortalecimento da democracia, respeitando as liberdades e oportunizando a formação de cidadãos protagonistas do seu futuro. Ampliamos a oferta de ensino superior. Valorizamos todas as profissões e os trabalhadores. No Dia do Jornalista, afirmamos a posição do nosso mandato, favorável à PEC, em tramitação na Câmara dos Deputados", declarou.
No endereço www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N8603 está aberto ao público o abaixo-assinado que visa à aprovação das PECs do diploma em tramitação no Congresso Nacional.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Boa notícia para o jornalismo de SC
Murilo Miranda - 3º Semestre
No dia 30 de março a Assembléia Legislativa do estado derrubou o veto do governador Raimundo Colombo, tornando obrigatório o diploma de jornalismo para ocupar cargos na área de comunicação na administração direta e indireta catarinense. Foram 24 votos contra 1.
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina realizou um trabalho junto aos parlamentares, em uma intensa mobilização da categoria em defesa do projeto.
A Fenaj, Federação Nacional de Jornalistas, enviou um documento aos deputados estaduais, apresentado decisões judiciais que dão sustentabilidade jurídica à exigência do diploma em concursos públicos.
De acordo com o autor do projeto, a decisão dos parlamentares assegura a qualidade na prestação de serviços de informação pelo poder público estadual.
No dia 30 de março a Assembléia Legislativa do estado derrubou o veto do governador Raimundo Colombo, tornando obrigatório o diploma de jornalismo para ocupar cargos na área de comunicação na administração direta e indireta catarinense. Foram 24 votos contra 1.
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina realizou um trabalho junto aos parlamentares, em uma intensa mobilização da categoria em defesa do projeto.
A Fenaj, Federação Nacional de Jornalistas, enviou um documento aos deputados estaduais, apresentado decisões judiciais que dão sustentabilidade jurídica à exigência do diploma em concursos públicos.
De acordo com o autor do projeto, a decisão dos parlamentares assegura a qualidade na prestação de serviços de informação pelo poder público estadual.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ex-alunas falam sobre TCCs
Daiana Carvalho - 3º Semestre

Acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, na última sexta-feira, 1º de abril, participaram de uma aula diferente, com integração e troca de conhecimento. Ex-alunas do Curso de Comunicação Social compartilharam com acadêmicos da 7ª fase as experiências vividas ao desenvolver as monografias de conclusão de curso.
Segundo o professor e orientador de monografias, Mario Bressan Júnior, o projeto já era realizado em anos anteriores. “É uma ideia antiga, praticada antes do novo currículo do curso ser implantado, como os acadêmicos da 7ª fase compõem a primeira turma da nova grade, que prevê a realização da monografia em dois semestres, achei interessante promover a troca de experiências entre ex-alunos e concluintes”.

Duas jornalistas e duas publicitárias, formadas pela Unisul no último semestre de 2010, apresentaram suas monografias, explicando o tema, objetivo, referências teóricas, análise e conclusão dos trabalhos desenvolvidos por elas.
Bressan ressaltou que a noite foi produtiva. “A reação dos alunos foi positiva, as palestrantes enfatizaram a importância de adquirir conhecimento na determinada área em que se aplica a pesquisa. Ao terminar a apresentação alguns deles até buscaram conversar com as ex-alunas, para pedir conselhos”, explica o educador.
Recém graduadas as ex-acadêmicas de PP, Camila Alves e Danielle Zabotti, e de JNL Emanuelle Querino e Loraine Amorim, procuraram apontar caminhos, mostrar que a monografia não é algo tão ruim e assustador como se tem em mente.
Segundo as recém-formadas, durante o desenvolvimento das pesquisas, as dificuldades foram as mais diversas, como encontrar um tema, restringir e familiarizar-se com ele, relacioná-lo com a teoria, tempo para desenvolvimento etc. “Se eu tivesse tido está oportunidade teria tido muito mais segurança”, justifica a publicitária Danielle.
Para a acadêmica de Jornalismo Lysiê Santos a iniciativa foi muito válida. “Esclareceu dúvidas, vamos passar pela mesma experiência. Eu, por exemplo, quando vi a apresentação da Emanuelle, percebi que o caso dela é parecido com o meu, porque ela, como eu, também não teve apoio na escolha do tema. Isso me ajudou a entender que não devo ligar para a opinião da maioria e sim me preocupar em fazer um bom trabalho”, explica ela.

Acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, na última sexta-feira, 1º de abril, participaram de uma aula diferente, com integração e troca de conhecimento. Ex-alunas do Curso de Comunicação Social compartilharam com acadêmicos da 7ª fase as experiências vividas ao desenvolver as monografias de conclusão de curso.
Segundo o professor e orientador de monografias, Mario Bressan Júnior, o projeto já era realizado em anos anteriores. “É uma ideia antiga, praticada antes do novo currículo do curso ser implantado, como os acadêmicos da 7ª fase compõem a primeira turma da nova grade, que prevê a realização da monografia em dois semestres, achei interessante promover a troca de experiências entre ex-alunos e concluintes”.

Duas jornalistas e duas publicitárias, formadas pela Unisul no último semestre de 2010, apresentaram suas monografias, explicando o tema, objetivo, referências teóricas, análise e conclusão dos trabalhos desenvolvidos por elas.
Bressan ressaltou que a noite foi produtiva. “A reação dos alunos foi positiva, as palestrantes enfatizaram a importância de adquirir conhecimento na determinada área em que se aplica a pesquisa. Ao terminar a apresentação alguns deles até buscaram conversar com as ex-alunas, para pedir conselhos”, explica o educador.
Recém graduadas as ex-acadêmicas de PP, Camila Alves e Danielle Zabotti, e de JNL Emanuelle Querino e Loraine Amorim, procuraram apontar caminhos, mostrar que a monografia não é algo tão ruim e assustador como se tem em mente.
Segundo as recém-formadas, durante o desenvolvimento das pesquisas, as dificuldades foram as mais diversas, como encontrar um tema, restringir e familiarizar-se com ele, relacioná-lo com a teoria, tempo para desenvolvimento etc. “Se eu tivesse tido está oportunidade teria tido muito mais segurança”, justifica a publicitária Danielle.
Para a acadêmica de Jornalismo Lysiê Santos a iniciativa foi muito válida. “Esclareceu dúvidas, vamos passar pela mesma experiência. Eu, por exemplo, quando vi a apresentação da Emanuelle, percebi que o caso dela é parecido com o meu, porque ela, como eu, também não teve apoio na escolha do tema. Isso me ajudou a entender que não devo ligar para a opinião da maioria e sim me preocupar em fazer um bom trabalho”, explica ela.
Jornalistas lutam pela aprovação da PEC 386/09
Daiana Carvalho - 3º semestre

Mais um Dia do Jornalista e a incerteza continua. Já decorreram três meses de 2011 e a votação da PEC, Proposta de Emenda Constitucional, número 386/09 que prevê a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, ainda não tem data prevista.
A Câmara dos Deputados deixou para este ano a votação final sobre a exigência do diploma para a prática jornalística, prevista em lei e derrubada pelo Supremo Tribunal Federal em 2009.
No final do mês de março, representantes da Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas e de diversos Sindicatos de Jornalistas do Brasil cumpriram uma agenda de contatos políticos com parlamentares e entidades, para agilizar a tramitação das PECs na Câmara e no Senado.
O deputado e autor da proposta Paulo Pimenta, informou que basta uma decisão política do presidente da Câmara, deputado Marco Maia, e dos líderes dos partidos para que a PEC 386/09 seja incluída na pauta de votação. Pimenta lembrou que a proposta já cumpriu a tramitação necessária nas comissões e foi aprovada em todas.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder, afirmou que o STF “atacou não só os jornalistas, mas o Jornalismo como um todo". Para ele, o legislativo brasileiro, ao tomar para si o debate sobre a necessidade de formação superior em Jornalismo, revelou agilidade. "Esse debate é próprio do parlamento, mas foi decidido pelo Judiciário", disse. Schröder acrescentou ainda que o trabalho de mobilização pela aprovação da PEC dos jornalistas recomeçou.
Dirigentes da Fenaj, em reunião com o presidente da Câmara solicitaram a inclusão da Proposta de Emenda à Constituição 386/09 na pauta do Plenário. Maia pediu aos jornalistas que articulem com os líderes a inclusão da proposta e afirmou que pretende marcar um período para votação de Propostas de Emenda à Constituição.

Mais um Dia do Jornalista e a incerteza continua. Já decorreram três meses de 2011 e a votação da PEC, Proposta de Emenda Constitucional, número 386/09 que prevê a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, ainda não tem data prevista.
A Câmara dos Deputados deixou para este ano a votação final sobre a exigência do diploma para a prática jornalística, prevista em lei e derrubada pelo Supremo Tribunal Federal em 2009.
No final do mês de março, representantes da Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas e de diversos Sindicatos de Jornalistas do Brasil cumpriram uma agenda de contatos políticos com parlamentares e entidades, para agilizar a tramitação das PECs na Câmara e no Senado.
O deputado e autor da proposta Paulo Pimenta, informou que basta uma decisão política do presidente da Câmara, deputado Marco Maia, e dos líderes dos partidos para que a PEC 386/09 seja incluída na pauta de votação. Pimenta lembrou que a proposta já cumpriu a tramitação necessária nas comissões e foi aprovada em todas.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder, afirmou que o STF “atacou não só os jornalistas, mas o Jornalismo como um todo". Para ele, o legislativo brasileiro, ao tomar para si o debate sobre a necessidade de formação superior em Jornalismo, revelou agilidade. "Esse debate é próprio do parlamento, mas foi decidido pelo Judiciário", disse. Schröder acrescentou ainda que o trabalho de mobilização pela aprovação da PEC dos jornalistas recomeçou.
Dirigentes da Fenaj, em reunião com o presidente da Câmara solicitaram a inclusão da Proposta de Emenda à Constituição 386/09 na pauta do Plenário. Maia pediu aos jornalistas que articulem com os líderes a inclusão da proposta e afirmou que pretende marcar um período para votação de Propostas de Emenda à Constituição.
Dia do Jornalista: acadêmicos opinam sobre a profissão
Daiana Carvalho - 3º semestre

Acadêmicos da 3ª fase de Comunicação Social - Jornalismo - falam sobre a escolha da profissão, expectativas e medos, no Dia do Jornalista.
“Jornalismo é o brilho nos olhos, um olhar diferente”, declara a estudante Aline Nandi, ao falar da emoção que sente ao trabalhar com a comunicação. “Para nós que trabalhamos com rádio, jornal impresso, há a curiosidade em apurar o fato e ao mesmo tempo o retorno imediato, positivo ou negativo, que te desperta a sensibilidade e proporciona a oportunidade de adquirir conhecimento e aprender a trabalhar com as mais adversas situações”, explica ela.
Para o aluno Edivelton da Rosa, o desejo maior é se encontrar na profissão e atuar em outras áreas paralelamente. Edi, como é conhecido pelos colegas, confessa ter certa preocupação em relação às escolhas que terá que fazer. “Tenho dificuldade para identificar qual a linha seguir, TV, rádio, impresso e em um determinado momento em que eu precisar mudar, ficarei na incerteza se vou ou não conseguir me encaixar no mercado”.
Segunda a acadêmica Jessica Rosso, a escolha pela área da comunicação partiu do incentivo de amigos e familiares que gostam do modo como ela se expressa. “Gosto de trabalhar com a voz e a expressão corporal, ao prestar a atenção no jornalismo me identifiquei com o fato de transmitir informações”.
De acordo com a estudante Karinni Speck, o jornalismo entrou em sua vida pelo gosto pela escrita e a leitura. Para ela o grande desafio do jornalista está na relação com o público. “Conseguir se expressar, transmitir uma ideia, ser compreendida e aceita”.
Apesar das incertezas com relação ao mercado de trabalho e ao futuro da profissão, os acadêmicos desejam alcançar a realização profissional. “Quero ser um jornalista realizado, desempenhar um bom trabalho, com seriedade e competência, exercendo o oficio com ética”, declara o aluno Murilo Medeiros da Silva.

Acadêmicos da 3ª fase de Comunicação Social - Jornalismo - falam sobre a escolha da profissão, expectativas e medos, no Dia do Jornalista.
“Jornalismo é o brilho nos olhos, um olhar diferente”, declara a estudante Aline Nandi, ao falar da emoção que sente ao trabalhar com a comunicação. “Para nós que trabalhamos com rádio, jornal impresso, há a curiosidade em apurar o fato e ao mesmo tempo o retorno imediato, positivo ou negativo, que te desperta a sensibilidade e proporciona a oportunidade de adquirir conhecimento e aprender a trabalhar com as mais adversas situações”, explica ela.
Para o aluno Edivelton da Rosa, o desejo maior é se encontrar na profissão e atuar em outras áreas paralelamente. Edi, como é conhecido pelos colegas, confessa ter certa preocupação em relação às escolhas que terá que fazer. “Tenho dificuldade para identificar qual a linha seguir, TV, rádio, impresso e em um determinado momento em que eu precisar mudar, ficarei na incerteza se vou ou não conseguir me encaixar no mercado”.
Segunda a acadêmica Jessica Rosso, a escolha pela área da comunicação partiu do incentivo de amigos e familiares que gostam do modo como ela se expressa. “Gosto de trabalhar com a voz e a expressão corporal, ao prestar a atenção no jornalismo me identifiquei com o fato de transmitir informações”.
De acordo com a estudante Karinni Speck, o jornalismo entrou em sua vida pelo gosto pela escrita e a leitura. Para ela o grande desafio do jornalista está na relação com o público. “Conseguir se expressar, transmitir uma ideia, ser compreendida e aceita”.
Apesar das incertezas com relação ao mercado de trabalho e ao futuro da profissão, os acadêmicos desejam alcançar a realização profissional. “Quero ser um jornalista realizado, desempenhar um bom trabalho, com seriedade e competência, exercendo o oficio com ética”, declara o aluno Murilo Medeiros da Silva.
De Ajuricaba para o mundo
Lilian Demo - 3º semestre

“Cada um tem uma parcela de responsabilidade social, eu quero fazer a diferença e vejo essa possibilidade através do jornalismo”. É desta forma que a estudante do 3º semestre do curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão, Daiana Denise Carvalho, explica a escolha pelo Jornalismo.
Recepcionista, empregada doméstica, instrutora de informática, técnica em radiologia, estagiária da Unisul, essas são algumas das profissões que Daiana, vinte e dois anos, natural de Ajuricaba, interior do Rio Grande do Sul, já exerceu ou ainda exerce. Ela morou em uma propriedade agrícola até os 11 anos, e só quando a família se mudou para o centro da cidade é que ela teve acesso a energia elétrica em casa.
Ciente de que ela mesma teria de correr atrás das oportunidades para conquistar um futuro melhor para si e para a família, aos 13 anos se formou no ensino fundamental e conseguiu emprego como doméstica na casa de um casal de idosos. “Desde criança tive uma vida muito humilde e em função disso tinha a percepção de que se eu quisesse mudar de vida teria que arregaçar as mangas e batalhar, então ao me formar no ensino fundamental, saí de casa e fui trabalhar durante o dia para conseguir fazer o ensino médio na parte da noite”.
Graças ao excelente desempenho no curso de informática, que fazia nos finais de semana, ela foi chamada para trabalhar na própria instituição de ensino. “Eu fui instrutora de aulas de informática nos módulos Máster, Web e Gráfico e também do curso de Secretariado, além de cuidar da parte administrativa e atendimento ao público”.
Foi nesta mesma época que ela concluiu o ensino médio, foi morar sozinha e começou a fazer o curso técnico de radiologia. “Eu gosto de trabalhar com pessoas e estar sempre ajudando, e a área da saúde é um campo fascinante nesse sentido porque você se depara com situações extremas, em que a vida de um ser humano depende de sua competência para continuar vivo.”
Mudar não é problema para Daiana, assim que terminou o curso de Radiologia ela se transferiu para Criciúma. “Sempre tive a pretensão de sair da minha região porque lá tem muitas opções para estudar, entretanto o mercado é saturado. Optei por Criciúma para fazer o estágio, porque o hospital São José é conveniado com a escola onde eu me formei e vi que aqui eu tinha a oportunidade para novas experiências e possibilidade de crescer na profissão”.
Ela conseguiu um emprego como recepcionista. “Em menos de quinze dias em Santa Catarina, fui indicada para trabalhar em uma clinica particular, inicialmente como recepcionista e depois no setor técnico. Eles me pagaram uma especialização em Medicina Nuclear, área na qual atuo há dois anos”. Morando em Criciúma, a acadêmica trabalha na parte da manhã como técnica e enfrenta duas horas de ônibus todos os dias, para desempenhar as atividades como estagiária da Agência Experimental de Comunicação do curso de Comunicação Social e cursar a faculdade de Jornalismo, no campus de Tubarão.
Ela diz que se sente realizada, apesar da saudade das pessoas que ama, que só visita durante as festas de final de ano. ”Sinto falta dos amigos que deixei para trás, meus pais, meu irmão, pessoas com as quais sempre pude contar e me deram apoio para continuar. E aqui em Criciúma, por mais que eu já tenha feito amizades, em alguns momentos sinto falta do ambiente familiar, poder chegar em casa, jantar, bater papo em família”.

“Cada um tem uma parcela de responsabilidade social, eu quero fazer a diferença e vejo essa possibilidade através do jornalismo”. É desta forma que a estudante do 3º semestre do curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão, Daiana Denise Carvalho, explica a escolha pelo Jornalismo.
Recepcionista, empregada doméstica, instrutora de informática, técnica em radiologia, estagiária da Unisul, essas são algumas das profissões que Daiana, vinte e dois anos, natural de Ajuricaba, interior do Rio Grande do Sul, já exerceu ou ainda exerce. Ela morou em uma propriedade agrícola até os 11 anos, e só quando a família se mudou para o centro da cidade é que ela teve acesso a energia elétrica em casa.
Ciente de que ela mesma teria de correr atrás das oportunidades para conquistar um futuro melhor para si e para a família, aos 13 anos se formou no ensino fundamental e conseguiu emprego como doméstica na casa de um casal de idosos. “Desde criança tive uma vida muito humilde e em função disso tinha a percepção de que se eu quisesse mudar de vida teria que arregaçar as mangas e batalhar, então ao me formar no ensino fundamental, saí de casa e fui trabalhar durante o dia para conseguir fazer o ensino médio na parte da noite”.
Graças ao excelente desempenho no curso de informática, que fazia nos finais de semana, ela foi chamada para trabalhar na própria instituição de ensino. “Eu fui instrutora de aulas de informática nos módulos Máster, Web e Gráfico e também do curso de Secretariado, além de cuidar da parte administrativa e atendimento ao público”.
Foi nesta mesma época que ela concluiu o ensino médio, foi morar sozinha e começou a fazer o curso técnico de radiologia. “Eu gosto de trabalhar com pessoas e estar sempre ajudando, e a área da saúde é um campo fascinante nesse sentido porque você se depara com situações extremas, em que a vida de um ser humano depende de sua competência para continuar vivo.”
Mudar não é problema para Daiana, assim que terminou o curso de Radiologia ela se transferiu para Criciúma. “Sempre tive a pretensão de sair da minha região porque lá tem muitas opções para estudar, entretanto o mercado é saturado. Optei por Criciúma para fazer o estágio, porque o hospital São José é conveniado com a escola onde eu me formei e vi que aqui eu tinha a oportunidade para novas experiências e possibilidade de crescer na profissão”.
Ela conseguiu um emprego como recepcionista. “Em menos de quinze dias em Santa Catarina, fui indicada para trabalhar em uma clinica particular, inicialmente como recepcionista e depois no setor técnico. Eles me pagaram uma especialização em Medicina Nuclear, área na qual atuo há dois anos”. Morando em Criciúma, a acadêmica trabalha na parte da manhã como técnica e enfrenta duas horas de ônibus todos os dias, para desempenhar as atividades como estagiária da Agência Experimental de Comunicação do curso de Comunicação Social e cursar a faculdade de Jornalismo, no campus de Tubarão.
Ela diz que se sente realizada, apesar da saudade das pessoas que ama, que só visita durante as festas de final de ano. ”Sinto falta dos amigos que deixei para trás, meus pais, meu irmão, pessoas com as quais sempre pude contar e me deram apoio para continuar. E aqui em Criciúma, por mais que eu já tenha feito amizades, em alguns momentos sinto falta do ambiente familiar, poder chegar em casa, jantar, bater papo em família”.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
ADJORI realiza jornada de Jornalismo na Unisul
Lilian Demo - 2º semestre

A Associação dos Jornais do Interior, em parceira com o curso de Jornalismo da Unisul, realizou nos dias 19 e 20 a 1ª Jornada Adjori de Jornalismo, no auditório do Cettal, campus universitário de Tubarão. Cerca de 17 pessoas, entre representantes de jornais da região, alunos e ex-alunos participaram do evento.
A 1ª Jornada iniciou com a apresentação do professor Ronaldo Sant’Anna, que falou sobre pesquisa jornalística, produção de pautas regionais e como regionalizar matérias nacionais.
Na manhã de sábado o professor Khaled Salama abordou a internet e como lidar com ela, a diferença entre site e portal, redes sociais e a democratização da informação. Em seguida, a professora Darlete Cardoso, relembrou alguns princípios da redação jornalística e o perfil do profissional.
À tarde, o professor Ildo Silva da Silva debateu questões éticas do jornalismo e assuntos que podem gerar pautas e que muitas vezes não são aproveitados. O professor João Lucas Cardoso encerrou a 1ª Jornada Adjori de Jornalismo, falando sobre diagramação,e depois atendeu individualmente os representantes de cada jornal, tirando dúvidas sobre o assunto.

A Associação dos Jornais do Interior, em parceira com o curso de Jornalismo da Unisul, realizou nos dias 19 e 20 a 1ª Jornada Adjori de Jornalismo, no auditório do Cettal, campus universitário de Tubarão. Cerca de 17 pessoas, entre representantes de jornais da região, alunos e ex-alunos participaram do evento.
A 1ª Jornada iniciou com a apresentação do professor Ronaldo Sant’Anna, que falou sobre pesquisa jornalística, produção de pautas regionais e como regionalizar matérias nacionais.
Na manhã de sábado o professor Khaled Salama abordou a internet e como lidar com ela, a diferença entre site e portal, redes sociais e a democratização da informação. Em seguida, a professora Darlete Cardoso, relembrou alguns princípios da redação jornalística e o perfil do profissional.
À tarde, o professor Ildo Silva da Silva debateu questões éticas do jornalismo e assuntos que podem gerar pautas e que muitas vezes não são aproveitados. O professor João Lucas Cardoso encerrou a 1ª Jornada Adjori de Jornalismo, falando sobre diagramação,e depois atendeu individualmente os representantes de cada jornal, tirando dúvidas sobre o assunto.
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